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- Estás a me castigar, Ama… – diz o escravo seviciado.

- Sim. Apraze-me muito. E tu?  Estás a me torturar, escravo?

- Deixa-me ver a ti, por favor, imploro-te… – suplica fervoroso, o escravo petulante.

- Peça-me. Suplica-me. Rebaixe-se. Seja meu escravo e eu te tratarei bem…

- Rogo que te compadeças, Ama. Sou teu escravo. Todo teu…

A Ama continua: -… Como só um escravo amado pode ser tratado, com regozijos e privilégios que poucos teriam em vida.  Faze o que te mando e em retribuição te darei como fortuna o teu desejo maior, que não seja a liberdade, posto que és meu, mas que seja aquele desejo escondido dentro de teu ser que só eu reconheço e que só eu posso dar-lhe!

- Sim… Por vontade própria sou cativo de tuas promessas. A ti imploro, suplico, rogo-te: dá-me!

A Ama diz: – Aquieta-te, escravo! Teu prêmio pela tua obediência e subserviência está já a teu alcance e em meu leito. Prepara nosso ninho, colocando as rosas como te falei e os óleos ao lado de minha cabeceira. Lava-te e deixa antever as tuas qualidades másculas.

Isso, estás pronto!  Apressa-te, mostra-te a mim.

O escravo desejoso diz: – Quero… Pronto cá estou, tudo que quiseres. Fita-me…

- Deixe-me fitá-lo com o gozo antecipado do prêmio que insisto dizer que é teu embora a vencedora seja eu, diz a agora escrava de seu escravo…


"Lava-te e deixa antever as tuas qualidades másculas."


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Para quem ainda duvida da capacidade criativa de dois escritores se falando pelo MSN.

Co-escrito com André Marques . Lapidação e tratamento literário: Moni Abreu